terça-feira, 23 de abril de 2013

OS GUARDIÕES DA LEI





             
   A maioria dos astrólogos mal conhecem a astrologia então o que dizer da sua parte metafísica?  Muitos se dedicam horas e horas nos estudos dos arquétipos Freudianos, misturando psicologia barata com mitologia, porém, desconhecem o real teor espiritual, metafísico que serve de arcabouço para as manifestações materiais dentre a qual a astrologia está inserida, em parte!

                Muitos de nós  estamos acostumados a entender que a mandala astrológica comporta ou serve de abrigo as forças que nós regem e nos direcionam, forças essas que conduzem nossas vidas desde o nascimento até a morte. Podemos interpretar um mapa de um recém nascido , já visualizando o seu futuro em todas as etapas e fases, assim como dentro de áreas específicas, o que chamamos de casas terrestres, para o leigo posso dizer que elas são o conjunto que está ao nosso redor, tudo que nos cercam, cito dois exemplos: O fator dinheiro e o fator amor!!

                Mas quando o assunto adentra a metafísica da astrologia, como o campo espiritual das forças que estão por trás do determinismo humano, muitos ficam a ver navios e mostram-se completamente leigos e desprovidos da capacidade de entendimento, sinto muito, mas não são todos da nova geração de astrólogos que conseguem ter  conhecimento suficiente para adentrar na área da metafísica astrológica e seus ramos espirituais.
                Para que isso seja possível o astrólogo não tem que apenas conhecer a técnica de confecção de mapas, como a sua interpretação, ele tem que conhecer a realidade planetária e suas funções reais como direcionadores de vidas e educadores de espíritos.

                Sabemos que existem sete planetas que formam o arcabouço astrológico, cada um com uma função específica ou várias funções atribuídas a eles, sejam em processos puramente terrenos como casamento, amizades, espiritualidade  etc, só que desconhecemos muito pouco das suas funções educacionais e corretivas dentro dos processos cármicos os quais nos inserimos obrigatoriamente pelas forças que regem a organização desse recanto do cosmo!

                Atribuições foram dadas a cada um dos planetas a milênios pelos povos antigos, povos estes que detinham o conhecimento e a cima de tudo a sabedoria. Tomemos Vênus com sua atribuição sexual, geradora de  vidas e de corpos, sua função é gerar e procriar, fazer com que as forças sexuais gerem atração e vida. Tomemos o sol como a energia que condensa e agrega todas as outras energias dos demais planetas, servindo como um reator onde lança pelo espaço a fora seu magnetismo impregnando os outros seis corpos planetários imantando em cada um, energias específicas dentro das suas atribuições. Descendo a esfera mais próxima ao nosso mundo, temos a lua o qual serve de  satélite distribuidor das energias dos demais corpos, responsável esta em imantar , congregar e distribuir finalmente ao mundo material os eflúvios dos demais planetas . É ela a lua, que materializa as energias sutis dos demais planetas e sua função distribuidora faz com que ela seja a "torre" que joga na terra os impulsos magnéticos de cada planeta, e é através dela que os espíritos adentram as regiões densas da matéria e reencarnam para sua evolução! Portanto a lua é o planeta mais material e ao mesmo tempo mais espiritual, pois está entre uma região e outra. Não é a toa que a lua tem suas mais variadas fases!

                Nos aprofundando mais na metafísica astrológica, os sete corpos planetários servem de corretores e estabilizadores energético magnético para o espírito que adentra as esferas densas da matéria e suas funções e atribuições são regeneradoras e educadoras dos seres encarnantes e não apenas símbolos derivativos das funções das doze casas terrestres.  As casas terrestres são apenas o palco onde iremos desenvolvolver a encenação teatral de uma vida a qual tem função oculta e destinada a corrigir os nossos espíritos em uma ou várias funções destes. Assim sendo, e usando a lógica, vemos que uma vida apenas é muito pouco para que essa correção educacional seja efetuada dada a dimensão espiritual que carregamos no nosso "DNA" extra físico dada a queda que sofremos e que temos como função nos recompor. Cada um a sua maneira e ao seu tempo, que fique bem claro isso!

Existem no nosso mundo várias influências:

-As influências Cósmicas em primeiro lugar;
-As influências  espirituais em segundo lugar;
-As influências magnéticas que nos cercam oriundas de elementos inanimados e animados do espaço e corpos presentes no planeta como metais, minérios, Vegetação etc.
-Influências telúricas;
-Influências sociais;
-Influências familiares etc.

Nos deteremos as três primeiras e principais influências. E Que deus me ajude!!

                As influências cósmicas exercem fator primordial nas nossas vidas desde nosso nascimento, elas estão intimamente associadas  aos influxos planetários que ocorrem continuamente através dos movimentos que eles fazem na abóbada celeste emitindo seu magnetismo sob as determinações astrais de cada ser pensante do planeta. Esses influxos penetram nas nossas zonas de força as quais comumente chamamos de chakaras e nos direcionam para os acontecimentos dispostos nos nossos mapas natais. A cada período das nossas vidas eles acionam os mecanismos já existentes e pré determinados no nosso corpo fazendo-nos vivenciar as experiências as quais estamos vinculados desde o nosso nascimento. Somente três fatores podem alterar esses influxos afim de que esse determinismo seja posto de lado e que exerçamos nosso livre arbítrio , esses fatores são: Amor, Fé e Medo.

                O ponto central dessa explanação é fator controverso, pois para que tenhamos o direito divino de exercer nosso livre arbítrio primeiramente temos que ter essas três forças bem dispostas. O fator amor pode modificar um fato ou ocorrência determinado em certo período onde algo grave poderia ocorrer. O fator Fé considero o mais importante, pois ao nos depararmos com as situações onde seria impossível a mudança de uma determinada situação, esse fator pode ser a expressão maior do nosso direito de interferir no nosso destino. O fator fé modifica, transforma  e executa qualquer ocorrência a qual tenhamos acesso consciente. Esse fator ( fé ) nasce conosco e pode ser visto dentro do mapa de qualquer natividade.

                 O fator medo altera também as ações que estão em curso nas nossas vidas, esse fator é o mais perigoso pois pode alterar os eventos para o bem ou para o mal.

                Somente a partir desse três fatores podemos exercer nosso livre arbítrio, sem eles nossas vidas seguem as determinações dentro do ritmos descritos no nosso mapa, viramos escravos dos fatos e eventos aos quais o destino nos encarrega de apresentar continuamente.

                Não são todos que possuem a capacidade de interferir no seu próprio destino por assim dizendo, pois a população mundial vive os fluxos e influxos cósmicos sem alterarem nada do que está descrito nas suas natividades, muitos ainda não despertaram para serem os senhores do seu próprio destino devido as influências sociais a qual estão inseridas, deixando-se levar pelos modismos e pensamento vigentes da época. Portanto podemos nos ater a esse seguinte esquema:

                1º O homem atuando sobre si mesmo;
                2º Os fluidos ( magnetismo ) atuando sobre o homem;
                3º Os fluidos atuando sobre o astro ( terra );
                4º Os fluidos atuando fora do astro ( sistema solar ).

                Vivemos num universo de fluxos e refluxos queiramos  ou não, estamos inseridos e absorvendo continuamente esse magnetismo e vivenciando-os nas nossas casas terrestres e dormimos sem ter a mínima noção disto.

                Já as influências espirituais estão presentes no nosso mundo antes mesmo da matéria se manifestar ( o homem se fazer carne ), estamos inseridos num contexto puramente metafísico, a abertura que temos em relação as nossas vidas nos garantem que vivenciemos experiências com destino a um fim, e nesse intervalo e espaço de tempo ( estar na matéria ) esse fim é proposto para nós como evolução dos nosso espíritos, portanto, ao vivenciarmos nossa natureza puramente terrena, estamos vivenciando experiências em conjunto com  outras entidades extrafísicas que aguardam no "outro lado " também a oportunidade de experimentarem e diluírem nos seus corpos as vicissitudes de uma vida terrena, o qual possam limpar seus corpos energéticos para que também evoluam. Essas manifestações espirituais podem atuar na matéria por diversas formas que podem ser pela forma pensamento, pela obsessão e outros meios que não cabe ao artigo discorrer. 

                Algumas entidades ainda não despertas sobre os porquês da sua existência em vidas pretéritas passam por experiências acumulativas de ódio, rancor, competição e quando retornam ao mundo extrafisico vivem lá como se estivessem vivendo numa extensão do seu mundo material, amealhando os mesmos sentimentos  e experiências que tiverem no pretérito. Vivem as influências cósmicas mas de uma forma mais sutil e não tão determinante quanto quando estiveram na carne. Esses seres , homens e mulheres, vivem num mundo condizente com a sua última vibração , sua última vibração ainda está marcada em seus corpos espirituais e junto a elas, sentimentos confusos de desespero e desesperança.

                Já as influências de outras matérias animadas e inanimadas como minérios, vegetais e outros, servem como reagentes  acumuladores dessas mesmas influencias, e estão vinculadas ao quantum energético das mesmas forças planetárias que regem o ser humano. Cada planeta tem sua correspondência mineral e vegetal e nelas estão inseridas suas cores e formas determinando o princípio hermético que diz: Tal qual é em cima é em baixo!! Porém esse princípio ainda se encontra não desperto conscientemente , mas a caminho da mesma evolução que o ser humano passa.

                Quando nos reportamos as passagens do antigo testamentos vemos que existem os Tronos e as Dominações. Os tronos são as forças cósmicas  que atuam sobre a vida de cada ser pensante, elas seguem determinadas leis as quais estão submetidas, e existem "espíritos" ou forças essas que gerenciam o desenvolvimento humano e sua evolução. Já as dominações são fatores que gerenciam exclusivamente os seres a nível irracional também a caminho da evolução. As dominações seguem leis e princípios próprios e diferenciados aos princípios e leis que regem o a vida humana e racional. Cada ser, cada pedra, cada vegetal está inserido num determinado  campo de proteção metafísica responsáveis para seu aperfeiçoamento e crescimento. Tudo lá fora está continuamente em perfeita harmonia por causa dos tronos e das dominações entre outros que não citarei aqui.

Porém podemos catalogar algumas das responsabilidades de cada um deles:

                Os tronos são fatores de deus, o uno se divide em vários ramos, ramificações essas que englobam cada um de nós seres viventes e pensantes, dentro do escopo e determinações de cada ramificação estão inseridas suas devidas correspondências de gerenciamento da vida aqui na terra.

                Os planetas vibram e cada um deles vibra dentro de uma determinada faixa que irradiam sobre nós caracteres próprios e inerentes de suas devidas particularidades. Cada planeta irradia sobre o orbe terrestre seu magnetismo , vamos detalhá-los:

                Vibrações de Fé;
                Vibrações de Amor;
                Vibrações de Conhecimento;
                Vibrações de justiça;
                Vibrações da Lei;
                Vibrações de evolução;
                Vibrações de Geração.

                Esses campos impregnam como uma teia o espaço tempo, em forma magnética como uma cadeia ou um ramo  interligando-se uns com os outros formando geometricamente formas e desenhos que o olho humano não está habilitado em ver. Não é a toa que nos tratados esotéricos e ocultistas dizem que deus trabalha a partir da geometria. E geometria é forma!!

                 Cada um desses fatores, ou vibrações estão intimamente ligadas a matéria. As sete irradiações planetárias se organizam assim:

                As irradiações da fé se ligam aos cristais; As irradiações do Amor se ligam aos Minerais, as irradiações do  Conhecimento se ligam aos Vegetais, as irradiações da Justiça se ligam ao elemento fogo, as irradiações da Lei se ligam ao Ar, as irradiações da evolução se ligam ao elemento Terra e as irradiações da Geração se ligam ao elemento Água.

                Tudo esta intimamente ligado de forma direta e indireta . Essas macroestruturas dão sustentação as estruturas individuais, e nós denominamos de "irradiações divinas".

- A irradiação da fé flui através das suas ondas vibratórias cristalinas, as quais as pessoas atraem sempre que vibram sentimentos religiosos fortalecendo-se nesse sentido da vida;

- A irradiação do Amor flui através das suas ondas vibratórias Minerais as quais as pessoas atraem sempre que vibram sentimentos conceptivos, crescendo nesse sentido da vida;

- A irradiação do conhecimento flui através das suas ondas vibratórias Vegetais, as quais as pessoas atraem sempre que se voltam para o aprendizado e aguçamento do raciocínio, expandindo-se nesse sentido da vida;

- As irradiações da Justiça flui através das seus ondas vibratórias Ígneas, as quais as pessoas atraem sempre que racionalizam, equilibrando-se nesse sentido da vida;

- A irradiação da Lei flui através das suas ondas vibratórias eólicas, às quais as pessoas atraem sempre que se direcionam numa senda reta, ordenando-se nesse sentido da vida;

- A irradiação da Evolução flui através das suas ondas vibratórias Telúricas, às quais atraem sempre que se transmutam com sabedoria, estabilizando-se nesse sentido da vida;

A irradiação da Geração flui através das suas ondas vibratórias aquáticas, Às quais as pessoas atraem sempre que preservam a vida no seu todo ou nas suas partes, conscientizando-se nesse sentido da vida.

                Cada um de nós, seres pensantes, nascemos com um ou dois fatores divinos já impressos na nossa marcação espiritual e é com ele ou eles que vamos desenvolver nosso "destino" dentro das casas terrestres, são nas casas terrestres que iremos potencializar esse fatores a fim crescermos e adquirirmos experiências que marcarão nosso campo espiritual.

                O pensamentos ou estrutura cristalina pertence as pessoas que nascem e que tem o espírito marcado com esse fator congregador e seu campo vocacional é o religioso;
                O pensamento ou estrutura Mineral pertence as pessoas cuja alma é agregadora e seu campo  vocacional é o conceptivo;
                O pensamento ou estrutura Vegetal pertence as pessoas cuja alma é expansora e seu campo vocacional é o conhecimento;
                O pensamento ou estrutura ígnea pertence as pessoas cuja alma é racionalista e essas nascem com o campo vocacional voltado ao equilíbrio;
                O pensamento ou estrutura Eólica pertence as pessoas cuja alma é direcionadora e seu campo vocacional é o ordenador;
                O pensamento ou estrutura telúrica pertence as pessoas cuja alma é transmutadora e nascem co seu campo vocacional totalmente  direcionado ao fator evolução;
                O pensamento ou estrutura aquática pertence as pessoas cuja alma é geradora, e essas pessoas nascem com a vocação para a criação.
                Cada um ser vivente, cada alma, passa por uma imantação dentro de um fator desses quando vem a terra experimentar novas experiências.

                Posso citar um exemplo de como essas forças agem no nosso mundo:

                Os fatores determinam também  a organização física dos seres existentes no mundo material, os quais não seriam possíveis a criação sem eles a ordenar tudo a nossa volta, desde o nascimento de uma flor quanto ao seu crescimento, desde o nascimento de uma rocha e seu crescimento, desde o nascimento do ser humano e seu crescimento. O fator agregador Liga, o fator ordenador Regula, o fator Evolutivo cria as condições para que as coisas passem de um estado para o outro, onde novas coisas se formam. Eis como a Gênese se processa: Na agregação os fins se ligam, na ordenação as ligações somente acontecem se forem equilibradas e atenderem a uma ordem pré estabelecida, na evolução são criadas as condições para que novas ligações imanentes ocorram e novas coisas surjam ordenadamente. A teoria da evolução diz que o tudo nasceu do caos, eles erram porque nada surge do caos, sempre ha um fator a ordenar as ligações químicas, pois sem isso haveriam as grandes mutações , não que as grandes mutações não sejam possíveis, elas ocorrem quando um fator equilibrador não está presente em determinado estado da matéria.

                A flor ou qualquer coisa material desde um ser animado ao ser inanimado para nascer tem que ter por trás o fator ( magnetismo ) gerador, este gera e permite que haja uma nova vida a crescer e se desenvolver . O fator congregador passa a agir após a concepção, a função deste fator é o de fazer o acoplamento e direcionamento das células, juntar cada átomo afim de formar uma nova vida, ele agrega e congrega, atrai os elementos químicos a fim de que nasça uma estrutura. Para que essa estrutura prossiga no caminho da evolução, necessita-se para tanto agora o fator organizador, sem o qual o nascimento não se daria, pois as forças agregadoras e congregadoras iriam se manifestar, atrair, agregar as ligações químicas desordenadamente criando mutações genéticas sem forma, peso e medida. O fator organizador, cria e elimina os excessos do seu crescimento, eliminando tudo que não seja coerente a forma do novo ser. Já o fator evolucionista cria através das mais variadas formas já existentes outras formas de vida, evolui a forma para outra mais adaptada ao clima, solo e lugar, sejam das plantas , minerais ou seres humanos. Portanto vemos que tudo segue regras restritas para que a vida nasça e se perpetue na terra. E esses fatores só existem por causa da emissão à terra dos fluxos planetários/cósmicos existentes no nosso sistema solar. Cada fator ( impuso magnético ), é emitido através dos planetas.  E a cada planeta é dada uma função agregadora, organizadora, evolucionista, geracionista... E todos os fatores são a extensão, emanam do Uno o que denominamos racionalmente de DEUS !

                Os planetas responsáveis pela lei no nosso sistema solar, são comumente chamados de planetas maléficos, entre eles Saturno e Marte. Esses dois planetas pertencem ao trono da Lei e da justiça, sem a intervenção deles no mundo material o caos se estabeleceria. Ditos como maléficos, suas funções e atribuições são destinadas a cortar tudo o que não serve e que não está em harmonia as formas que devem nascer e viver na terra. Tudo tem seu tempo e ao tempo esses guardiões da LEI são os responsáveis. O fator corte na nossa sociedade está intimamente relacionada ao medo e a infelicidade, tudo o que nós queremos é o prosseguimento do caos estabelecido, pois a permanência é algo que nós seres humanos achamos que deva se perpetuar, a linearidade da vida e o prosseguimento dela para nós deve ser preservada mesmo que estejamos dentro ou próximo ao abismo. O ato de cortar causa dor e sofrimento e o ser humano não foi concebido ainda com o estado de entendimento para compreender que a impermanência foi imposta a todos nós pelas inteligências divinas ao mundo material. Nada na matéria dura para sempre, tudo morre, tudo se acaba, tudo tem um fim. E a esses dois Guardiões da LEI foi-lhes dado a ceifa e o poder e a incumbência de causarem dor e feridas as almas humanas . Enquanto os fatores agregadores ( Vênus por exemplo ) agregam, unem, atraem, à saturno e marte dentre uma das suas funções é desagregar, romper, cortar o que não necessita mais ou o que não serve mais a evolução humana. Tal como a flor nasce com uma determinada forma e o fator evolucionista ( Sol )  a transforma, provoca uma mutação destinada a evolução da espécie, O fator desagregador a corrompe primeiro, a destrói, elimina aquela forma para que o fator evolucionista atue sobre seus restos ou ao seu campo energético magnetizando-o a fim de daquela forma surgirem suas derivações mais evoluidas.

                Se  formos adentrar as linhas ocultistas, vemos que os planetas possuem dentro de seus campo magnéticos inteligências positivas e negativas, cada inteligência intervém na vida humana, mineral ou vegetal e as impregnam com seus eflúvios transformando o que é macro no micro como sendo uma pequena representação deles mesmos. As inteligências planetárias seguem a uma linha específica e acessíveis aos seres humanos que tenham uma consciência mais evoluída, fazendo  como que saiamos dos fatores determinantes para sermos responsáveis pela nossa própria evolução, isto é, praticarmos e exercermos nosso livre arbítrio. Essas inteligências são chamadas de espíritos planetários e dentro delas há verdadeiras hostes de espíritos humanos vinculados. Tudo é vibração, nós espíritos encarnados vibramos e emitimos essas vibrações criando vínculos a esses espíritos  planetários, criamos ressonância com eles e nos vinculamos a eles quando desencarnamos. Estaremos vinculados as esferas saturninas e marcianas se na nossa mente entramos em ressonância com essas vibrações criando um mundo  dito infernal do outro lado quando desencarnarmos e assim se prossegue com os demais planetas. 

                A lei no cosmos é uma só, evoluir, evoluir, entidades presas aos mundos ou espíritos de saturno ou marte vivenciam os cortes que necessitam serem feitos quando estão fora do mundo terreno, mesmo no mundo espiritual esses planetas depuram, limpam  , cortam o magnetismo viciado e impregnado com baixas vibrações. E vinculados a  essas esferas existem um verdadeira legião de seres agregados e em vibração similar , os ditos obsessores.

                Quando no mundo material alguém entra num período ( astrologicamente falando: Dashas, firdária, profecção ) funesto, onde um desses guardiões da lei exercem seu poder  sobre a vida do indivíduo por um determinado tempo, abre-se na vida deste, um campo obsessivo, compulsivo onde essas entidades ou espíritos encontram entrada a fim de muitos sugarem ou exercerem sua maldade ou influência sob esses encarnados provocando-lhe as mais variadas formas de provações, infortúneos e sofrimentos. Saturno e Marte indiretamente , através desses seres, exercem seu poder de corte e de desagregação sob a vida dos seres viventes do nosso mundo. Abre-se um verdadeiro "portal" para que esses espíritos atuem na nossa vida só encontrando obstáculos quando esses que sofrem influência estão harmonizados e conscientes do seu papel neste mundo, ou seja, se encontram ACORDADOS para um mundo que poucos conhecem, o mundo espiritual dos porquês e das funções e dos objetivos da nossa existência. Muitos dormem, outros ressonam, outros roncam, e poucos estão despertos!!

                Tudo no universo, mais propriamente no sistema solar está ligado, o micro se reflete no macro e vice versa, as atribuições de todos os seres viventes estão conectadas uns com as atribuições dos outros, muitos usam do talento ou poder de outra pessoa para poderem continuar sobrevivendo, assim também é metafisicamente. Os planetas e seus magnetismos associados atraem milhões de espíritos para as suas esferas afins, tudo em consonância ao estado vibratório que um ser desencarnado se encontre no momento atual. Esses planetas com suas atribuições servem de depósito para aqueles que encontrem afinidade com seus adjetivos próprios. 

                O velho testamento fala sobre as esferas celestiais assim como os tratados herméticos falam dos sete céus. Toda e qualquer forma que esteja associada o mundo material não consegue transpassar os sete céus, ou seja, as esferas dos planetas. A partir dos sete céus desenvolve-se outras esferas mais sutis e menos densas que são as esferas dos anjos, arcanjos, ,querubins até chegar na fonte primordial geradora e distribuidora de tudo que esteja abaixo dele, que se chama DEUS. NO momento a realidade mais próxima de deus que nos encontramos é a esfera dos sete planetas. O Sephiroth da cabala é um ótimo diagrama nos mostrando as etapas da evolução.

                As atribuições dos planetas e seus espíritos regentes se encontram inseridas no contexto da nossa própria vida, os infortúnios, as alegrias, o prazer, as motivações humanos se encontram representadas pelas formas arquétipos encontradas nas funções de cada planeta e a astrologia nos mostra como cada um age e funciona e como eles exercem seu poder sobre os seres viventes.

                Bem, os processos vitais dos seres humanos , os órgãos, funcionam como acumuladores e condensadores das influências celestes, cada um com suas respectivas funções, o coração como a sede do amor para os Chineses e a sede da mente propriamente dita, já o cérebro é apenas um distribuidor das funções geradas pelos orgãos, as funções cognitivas por exemplo. Já o baço/Pâncreas ( para os chineses é um orgão  só ) serve como acumuladores das energias do pensamento e da preocupação, tudo que estiver relacionado com o ato de pensar encontra nesse sistema orgânico sua ressonância, já o triplo aquecedor que não tem função orgânica, mas tem  função energética serve como canal onde os fluidos energéticos passam e adentram e são distribuidos aos nossos ciclos vitais. O fígado gera e acumula os pensamentos e emoções negativas como ódio e rancor. Enfim, tudo  esta intimamente relacionado, desde os processos sutis até os processo orgânicos que servem de acoplamento as atividades ligadas as forças planetárias.

                Os espíritos planetários quando encontram ambiente e meio propício para trafegarem de qualquer forma no campo energético de alguém, dada a  época em que estão abertos os canais e as fases planetárias de cada um , estes têm permissão para agirem de forma disciplinadora sobre o ser vivente . Cada posicionamento de um maléfico na carta natal permite que o grau de força seja efetuado sob a vida daquele que está em um momento desafiador de acordo com  suas dignidades próprias  de suas casas terrestres. Esses seres "infernais" agem de forma a traduzir em eventos maus os eventos já antes determinados nas suas cartas, o que muitos pensam estarem obsediados, ou em fase ruim. Como falei, todo e qualquer planeta tem seus espíritos benéficos e maléficos, inclusive os planetas ditos benéficos, porém as formas mais abruptas e mais terríveis são gerados pelos planetas que guardam a LEI e a ordem no universo!

                A luz serve-se das sombras e as sombras servem-se da luz, trocando essa afirmação em miúdos, nenhum ser vivente no campo espiritual ( seres espirituais já desenvolvidos espiritualmente ) que tenha o mínimo discernimento da lei, pode fazer qualquer mal a alguém, portanto, quando um encarnado precisa passar por um mal como corretivo para que aprenda a vivenciar e a respeitar as leis divinas, a luz serve-se das sombras, ou seja, quem irá atuar serão as hostes vinculadas ao lado das sombras, espíritos em fase de evolução e sem a clareza espiritual desenvolvidas, portanto quem irá guardar a lei, mesmo que indiretamente, serão as hostes malignas, ou os espíritos maléficos de saturno e marte. Porém, há certos espíritos malignos que já vislumbram a luz e servem aos seus senhores de forma a disciplinar conscientemente aqueles que fogem e infringem as leis cósmicas, esses senhores detém verdadeiras legiões de servos que tem como único e final objetivo exercer com a força dos seus desígnios negativos as mais terríveis atrocidades e malefícios aos seres humanos com a finalidade de ensinar, pois todo e qualquer sofrimento não é fruto de um determinismo irresponsável e sim porque eles foram gerados pelas ações pretéritas na nossa caminhada espiritual nas reencarnações sucessivas.

                Dai surgem aqueles que se tem mapas comprometedores, mas que por um momento qualquer , ou uma experiência ou contato com alguém mais desenvolvido, acorda para essa realidade e passam a se vincularem a alguma religião ou se apegarem a alguma divindade. Essas divindades são responsáveis por algum setor vinculadas a algum trono e tem o poder de interferir nos desígnios e carma humanos , tendo total autoridade sob os espíritos e suas interferências.  Dai que começa o despertar espiritual de cada um, pois todos nós somos responsáveis e temos o dever de começar a acordar para uma realidade mais abrangente , causa primeira do motivo de estamos na roda da samsara. 

                Os pagãos já possuíam certa clareza ao ofertarem aos deuses , estes responsáveis por alguma área das suas vidas, e prestarem respeito e consideração a eles, já com o catolicismo foi diferente, os templos pagãos foram extintos a ferro e fogo, seus deuses e suas divindades foram tidas como seres demoníacos e o ser humano achou-e na capacidade de agir diretamente sem intermédio deles, seres completamente analfabetos espirituais achavam-se credenciados a se relacionarem diretamente com o criador, sem intermediários, distorceram tudo e toda a filosofia baseada na premissa de que as entidades não são nada menos que extensões do criador em seus mais diversos ramos, o uno se dividiu e está representado por cada entidade celeste e seus respectivos representantes, o que denominamos de deuses ou semi deuses. 

                Os deuses ou semi deuses foram reverenciados não como grupos em separado, mas como uma parte do uno,  e prestar reverência e adoração a eles é adorar o próprio criador. Ao nos vincularmos a uma divindade, estamos nos vinculando a deus e mostrando para ele que já estamos no caminho do despertar espiritual, que visualizamos outras paragens que não a terrena pura e restrita. Ao nos vincularmos a eles estamos fazendo o caminho de volta a nossa verdadeira identidade espiritual e através dos elementos representativos das suas divinas atribuições estamos enaltecendo a deus e sua a criação. Esses elementos a nível macro, se encontram nas pedras, vegetais, nos elementos da natureza como o fogo, a água, o ar e a terra como parte de deus e como parte das suas divinas representações. Ao encontrarmos e despertarmos para a  nossa verdadeira devoção, encurtamos o caminho que nos leva a evolução sem precisarmos passar pelas tormentos e tribulações que os guardiões da lei nos imprimem. 

                Cada pedaço do planeta terra possui essas representações divinas, as rochas, as pedras, os vegetais, os quatro elementos estão ai nos quatro cantos do planeta, ao nos ligarmos a elas nos ligamos ao criador ou parte dele, cada parte é gerida por uma divindade associada e cada divindade se encontra no metal específico, no elemento específico etc. E porque  não prestarmos homenagem a esses seres que nos transmitem as regras básicas para nossa evolução?
                Não é ato de idolatria ou na mais funesta descrição dessa palavra orar e agradecer a um deus usando seus elementos associados, é um ato de fé e amor  ao criador e um sinal sábio de que despertamos para o entendimento de que ele nos sustenta e que através de cada "pedaço" seu podemos reconhecê-lo e adorá-lo.

                Desde a antiguidade nos chegam fragmentos de relatos ou de comentários sobre por exemplo a "fitolatria", que é o culto religioso fundamentado na associação de algum poder divino a uma árvore, tida como sagrada pelos seus seguidores da divindade associada a ela. Esta árvore se torna um altar vivo e natural ode se realizam suas cerimônias mais ocultas e mais poderosas. A essas árvores sagradas são atribuídos poderes mágicos  transcendentais e são tidas como meio de se entrar em sintonia  vibratória mental com as divindades associadas a elas.

                Me coloco de forma neutra perante as muitas formas de culto ao divino e aos muitos meios já desenvolvidos no decorrer do tempo e que melhor servem aos propósitos dos seguidores das muitas religiões, pois, observando os altares estilizados dentro dos templos e os altares naturais existentes na natureza, vemos que por meio de todos eles as divindades são acessadas e irradiam-se para as pessoas e espíritos postados de forma respeitosa e reverente diante delas.

                Essa fato nos indica que não importa o tipo de altar , pois a divindade invocada responde ao clamor e a devoção dos seus adoradores. Por isso, ao invocar uma divindade, tanto diante de uma cruz ou de uma cachoeira, de uma imagem entronada ou de uma árvore, para a divindade o que conta não é o meio, mas sim a fé, a devoção e a sinceridade do seu adorador.

                Sabedores disso então não temos que opor qualquer restrição à fitolatria por exemplo, tal como não temos em relação a idolatria ou a simbolatria ou a adoração de divindades por meio de alguns símbolos sagrados ( A cruz, o pentagrama, o hexagrama etc ), pois todos esses recursos são só afixadores, concentradores e direcionadores dos sentimentos e de fé dos seus seguidores e das muitas religiões existentes no plano material.

                Para que possamos adorar nossas divindades não precisamos necessariamente ir aos seus pontos de força como lagos, cachoeiras, pedreiras onde lá se encontram os elementos da natureza. espaços mágicos construídos com símbolos e ervas por exemplo, ao serem ativados tronam-se vórtices multidimensionais que interagem com os três lados da criação e  que são esses: O lado divino, lado natural e lado espiritual.

                Na verdade o espaço de adoração direcionado a uma determinada divindade assemelha-se a um,  e é na verdade é um altar representativo de pontos de força naturais ( elementos, metais, plantas ... ), ainda que suas funções sejam específicas e tenham a justa duração do tempo necessário para a realização das ações determinadas pelo adorador.

                Por isso é que a construção de espaços de adoração obedece a simbologia; Temos altares na forma triangular, em círculos, em forma de losango . Colocamos neles insensos, ramos, frutas... Cada forma simbólica é em si um vórtice que absorve energias e vibrações negativas e irradia energias e  vibrações positivas e benéficas as pessoas.

                O altar nada mais é do que uma representação simbólica localizada e com elementos de ação da divindade tornando esse altar uma extensão de um ponto de força desta, sem que para isso tenhamos que nos deslocar para rios, matas, florestas, cachoeiras ou pedreiras. Essa representação já direciona e acumula os meios representativos desses pontos de força naturais.

                 O que temos que ter em mente é que, o altar tem que ser construído usando elementos existentes, os mesmos encontrados nos pontos de força que a entidade representa para que assim possa ser ativado e o trabalho seja realizado por ele, que já possui seus elementos formadores. Então só é preciso invocar a divindade regente e pedi-lhe permissão para os trabalhos de pedidos e de adoração.
                Então como nem sempre esses pontos de força naturais estão disponíveis e acessíveis a todos, deus nos deu o conhecimento para que possamos reproduzir esses santuários naturais em forma de altares elementais.

                Saibamos que os egípcios a 4.000 anos, possuíam seus rituais religiosos elaboradíssimos, assim como os antigos povos hindus, chineses e polinésios. Nada é novo e nada foi criado nesse campo; O que acontece de tempo em tempo é uma renovação das ancestrais práticas religiosas e suas readaptações aos novos tempos e novo estado de consciência da humanidade.

                Portanto, o ser humano que está preso as mesmas linhas de pensamento, as mesmas ações do passado se tornam reféns dos a acontecimentos inesperados da vida, que por obra e ação dos guardiões da lei servem de exemplo para os que tentam burla-las.

                Quem não se apega e por falta de  curiosidade intelectual tenta viver a vida de forma a romper essas leis, fica a mercê das forças desses guardiões os quais  de tempo em tempo despejam sobre o campo vibratório dessas pessoas legiões inteiras de seres que tentam fazer-lhes da vida um verdadeiro terror, o que essas pessoas precisam é somente despertar para uma realidade espiritual e ter consciência da sua função e propósitos de estarem aqui. Ação gera ação, portanto somente também despertar para uma realidade espiritual e ficar passivo perante os acontecimentos do mundo a sua volta o faz da mesma forma vítima desses seres que os ordenarão e o colocarão em ação no mundo das formas.

                Saturno e Marte detêm o fator desagregação, e a luz trabalha constantemente servindo-se desse fator através dos seres que habitam as regiões mais densas. Sem  fator ordenador tudo vira um caos, sem o fator desordenador a criação se perde e evolui sem princípios e sem lei, tornando o mundo caótico.

                 Passamos por determinadas fases  ruins das nossa vidas por causa desses dois planetas e seus espíritos que os habitam, as sombras tem fator fundamental na criação e também se torna co-criadora no mundo divino sem mesmo perceberem. Portanto se vincular a alguma divindade é vincular-se a deus, e oferendá-las é tomar consciência de que despertamos e que reconhecemos a magnitude , onipresença e onisciência de deus em todas as coisas. Portanto o que estava em curso poderá ser mudado ao tomarmos consciência de que seguindo as leis universais, estaremos protegidos e bem encaminhados. 

                Saturno e marte, guardiões da lei ao reconhecerem um  verdadeiro devoto astrologicamente falando... respondem: Tomaram consciência!!!  E fazem movimento retrógrado.

                Entendam aqueles que puderem!!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

PANTÁCULO DE VÊNUS



PANTÁCULO DE VÊNUS CONFECCIONADO ONTEM DIA 07/04/2013 ÀS 21 HORAS HORA DE VÊNUS. GRAVADO EM PLACA DE COBRE ( METAL DE VÊNUS )

CONSAGRADO AS 21 hS E 28 MINUTOS DO DIA 07/04/2013

NA FRONTE SELO DE VÊNUS + SÍMBOLO DO ESPÍRITO DE VÊNUS + NOME DO ESPÍRITO DE VÊNUS;

ATRÁS QUADRADO MÁGICO DE VÊNUS
Não se trata de um pantáculo perfeito dado Vênus está em signo de detrimento ( Áries ) no momento da confecção . Após vênus entrar em touro outro pantáculo será confeccionado numa sexta feira ( dia de vênus ) e na hora de vênus quando este planeta se encontrará em Touro signo do seu domicílio onde colocará sua carga benéfica imantada no cobre , seu metal.

Assim como VASARIAH diz em sue livro MAGIA TEÚGICA OS PARAMENTOS NA ARTE MÁGICA Diz: O QUADRADO DE VÊNUS , GRAVADO SOBRE LÂMINA DE COBRE OU PRATA REPRESENTANDO VÊNUS A FORTUNADA, PROPORCIONA A CONCÓRDIA, A GRAÇA, A AMABILIDADE, O SUCESSO, A SAÚDE E A SIMPATIA: ANIQUILA AS DISSENÇÕES E FAZ CONSEGUIR O QUE QUISER EM RELAÇÃO A VÊNUS; CONTRIBUE A CONCEPÇÃO, IMPEDE A ESTERILIDADE E DÁ POTENCIA PARA O ATO SEXUAL PARA O HOMEM OU PARA A MULHER. DESTRÓI OS MALEFÍCIOS, ATRAI A PAZ ENTRE HOMEM E A MULHER E FAZ REPRODUZIR EM ABUNDÂNCIA TODA ESPÉCIE DE ANIMAIS. COLOCADA EM UM POMBAL FAZ MULTIPLICAR AS POMBAS. PRESERVA DAS DOENÇAS MELANCÓLICAS, NERVOSAS, DO CÀNCER E DO ÓDIO. TORNA O HOMEM FECUNDO, PÓRTICO, RECEPTIVO ASSIM COMO AS MULHERES. OS VIAJANTES QUE O USEM SERÁO FELIZES EM SUA VIAGENS. GRAVADO SOBRE COBRE REPRESENTANDO VÊNUS INFORTUNADA, TERÁ INFLUÊNCIA CONTRÁRIO A TUDO QUE FICOU DITO.
 

 

sexta-feira, 29 de março de 2013

UMA PEQUENA DISCUSSÃO SOBRE AS CASAS ASTROLÓGICAS



Texto especialmente escrito para o BLOG REALASTROLOGIA.COM.BR pelo colega astrólogo medieval  Henrique G. Wiederspahn colaborador do site da constelar e professor na Escola Regulus, de São Paulo.
www.abracadabrazen.com.br   -  A ele meu agradecimento!


Hoje em dia, os astrólogos consideram relativamente óbvio dividir a Eclítica
em 12 regiões utilizando um dos métodos disponíveis para obter as Casas
Astrológicas. Os significado de cada uma das Casas também parece ter se
cristalizado e estar fora de discussão.
Contudo, as Casas não nasceram com a Astrologia, surgindo alguns milênios
depois. A trajetória diária aparente do Sol foi a inspiração para dividir o céu
em quatro regiões ou Quadrantes. De fato, esta é a divisão mais natural,
contemplando as quatro etapas da jornada do Sol ao longo do dia:
Do nascimento à culminação.
Da culminação ao ocaso.
Do ocaso até o nascimento (duas etapas, pois inclui a culminação
inferior).
Sob esta perspectiva, é razoável considerar que as primeiras ideias a
respeito das Casas Astrológicas tenham surgido entre os egípcios,
associadas à Barca do Sol.
Os gregos, com o seu ideal de harmonia e beleza, preferiam utilizar a
relação Signo/Casa, com Casas de igual tamanho (30°).
O desenvolvimento da trigonometria esférica permitiu calcular o Ascendente
e o Zênite (MC), ao invés de observá-lo. Ao tempo da Escola de Alexandria,
ainda não havia consenso sobre o significado das Casas Astrológicas, o que
dizer de suas divisões. Contudo, já existiam algum métodos interessantes e
originais à disposição.
Foi na Era Clássica da Astrologia (final da Idade Média e Renascimento) que
surgiram os sistemas de Casas que hoje conhecemos. Curiosamente,
nasceram no seio da Igreja, que já havia condenado a Astrologia e sua
prática em diversas ocasiões.
Os principais sistemas em uso eram extremamente práticos.
O método de Porphyryo divide a porção da Eclítica compreendida entre o
Ascendente e o Meio-Céu em três partes iguais para obter as Casas XI e XII.
Repete o processo para obter as cúspides das Casas II e III.
O método de Alcabitius é um pouco mais complexo, pois usa o arco diurno
do Ascendente para fazer o mesmo.
Nenhum dos métodos acima foi inventado por aqueles que lhes dão o nome,
uma vez que os respectivos astrólogos já haviam falecido anos antes. Mas
lhes atribuir a autoria era uma forma de dar credibilidade ao método.
Com a invenção do logaritmo e a publicação das tábuas de logaritmos, os
complexos cálculos astrológicos se tornaram bastante facilitados.
Assim, ao final da Idade Média, o monge Campanus de Novara propõe um
método que divide o céu a partir do 1º Vertical. Regiomontanus, padre e
matemático do Papa envolvido na reformulação do calendário, propõe outro
método em que o Equador é dividido, alegando que o de Campanus não
privilegia o Zodíaco. Placidus de Titi, monge beneditino olivetano, apresenta
outro método que trisseciona o tempo do arco diurno do Ascendente até o
Meio-Céu.
Nenhum dos métodos acima era inteiramente novo. O método de Campanus
é citado por Al Biruni e, Ibn Ezra tece comentários sobre os sistemas de
Regiomontanus e Placidus. Este último, por sua vez, atribuiu o seu método a
Ptolomeu.
Qual a importância da escolha do método de dividir o céu? Se a sua vida
astrológica se limitar a interpretar mapas de nascimento, você não precisa
se preocupar com esta breve discussão. As diferenças entre as cúspides das
casas intermediárias não é tão sensível a ponto de interferir na
interpretação, particularmente na região entre os Trópicos. As diferenças já
começam a ocorrer à medida que as latitudes se tornam mais elevadas,
podendo alterar o par de Signos interceptados, caso ocorram.
No entanto, se você se dedica às Predições (especialmente as Direções
Primárias) e à Astrologia Mundial, uma má escolha pode resultar numa má
interpretação e equívocos graves.
As Casas Astrológicas representam como você vê o movimento diário da
Terra em torno de si mesmo e, consequentemente, como os astros se
movem de Leste para Oeste. Em razão do algoritmo empregado para dividir
o céu, cada um dos métodos acima irá gerar um movimento diferente. As
Direções Primárias são extremamente sensíveis a este fato, razão pela qual
se recomenda utilizar somente os Ângulos e os Luminares como
significadores. Porém, nem a Lua e nem os demais planetas precisam
necessariamente estar sobre a Eclítica (possuem declinação), o que acarreta
mais um problema para a nossa discussão.
Sob uma perspectiva puramente astronômica, o método de Campanus é o
que oferece a representação mais realista do céu e de seu movimento. O
método de Regiomontanus, entretanto, favorece os arcos direção
necessários ao cálculo do intervalo de tempo. O método de Placidus é o que
mais privilegia o Zodíaco, mas não representa tão fielmente o céu da
natividade como o faz Campanus. Em razão de suas características,
entretanto, tem resultados satisfatórios quanto ao cálculo do intervalo de
tempo, pois emprega um algoritmo próprio e totalmente diferenciado.
Entre estes três métodos, a diferença pode ser de 3 a 5 anos, para a idade
de 45 anos, considerando-se o mesmo evento, o que é bastante razoável. A
mesma comprovação, aplicada aos métodos modernos de divisão de Casas
(Topocêntrico e Koch), tem diferenças superiores a 15 anos, além de não
permitirem ser representados adequadamente na esfera celeste.
Significado das Casas Astrológicas
O significado das Casas Astrológicas se consolidou apenas no século XVII.
Antes disso, as Casas poderiam significar assuntos diferentes, de acordo
com a época e a região em que a Astrologia era praticada. Ainda assim, na
década de 80, algumas Casas tiveram o seu significado novamente
alterado, demonstrando a falta de compreensão do que as originou.
Para os gregos anteriores à Escola de Alexandria, o casamento era visto na
Casa V e a reputação, na Casa VII. Para os astrólogos romanos, influenciados
pela cultura grega, a Casa VIII era o Portal da Morte, e não a morte
propriamente dita, como muito bem apontou Morin posteriormente.
Uma vez que o Sol é a fonte do significado das Casas, é preciso investigar o
seu movimento diurno para estabelecer as associações corretas. E o Sol se
põe (morre) no horizonte Oeste (Dsc). Al Biruni e Ibn Ezra indicam a morte
através da Casa VII.
A partir da Escola de Alexandria, é bastante provável que o
Joy
dos astros
tenha influenciado o significado das Casas:
Casa I: Mercúrio
Casa III: Lua
Casa V: Vênus
Casa VI: Marte
Casa IX: Sol
Casa XI: Júpiter
Casa XII: Saturno.
Portanto, não faz nenhum sentido atribuir a Casa VI à saúde. Esta Casa
sempre foi atribuída à enfermidade e à doença. A saúde é vista
primariamente através do Ascendente, de seu governante e dos planetas
que ocuparem fisicamente esta Casa.
Outra discussão recente é atribuição da mãe à Casa X e do pai à Casa IV.
Em Astrologia Cristã, de William Lilly, bem como em textos anteriores
(Ptolomeu, Vettiuns Valens, Al Biruni, Mas’halla, Ibn Ezra), estas atribuições
se encontram bastante claras. Mesmo porque, patrimônio, nome da família,
raízes, ancestrais são assuntos de Casa IV, enquanto que matrimônio é
tema da Casa X.
A Astrologia é um saber que já nasceu pronto e dispensa reinvenções e
novas atribuições.
Henrique G. Wiederspahn é professor e consultor na AstroBrasil e Escola
Regulus.
www.abracadabrazen.com.br
Hoje em dia, os astrólogos consideram relativamente óbvio dividir a Eclítica
em 12 regiões utilizando um dos métodos disponíveis para obter as Casas
Astrológicas. Os significado de cada uma das Casas também parece ter se
cristalizado e estar fora de discussão.
Contudo, as Casas não nasceram com a Astrologia, surgindo alguns milênios
depois. A trajetória diária aparente do Sol foi a inspiração para dividir o céu
em quatro regiões ou Quadrantes. De fato, esta é a divisão mais natural,
contemplando as quatro etapas da jornada do Sol ao longo do dia:
Do nascimento à culminação.
Da culminação ao ocaso.
Do ocaso até o nascimento (duas etapas, pois inclui a culminação
inferior).
Sob esta perspectiva, é razoável considerar que as primeiras ideias a
respeito das Casas Astrológicas tenham surgido entre os egípcios,
associadas à Barca do Sol.
Os gregos, com o seu ideal de harmonia e beleza, preferiam utilizar a
relação Signo/Casa, com Casas de igual tamanho (30°).
O desenvolvimento da trigonometria esférica permitiu calcular o Ascendente
e o Zênite (MC), ao invés de observá-lo. Ao tempo da Escola de Alexandria,
ainda não havia consenso sobre o significado das Casas Astrológicas, o que
dizer de suas divisões. Contudo, já existiam algum métodos interessantes e
originais à disposição.
Foi na Era Clássica da Astrologia (final da Idade Média e Renascimento) que
surgiram os sistemas de Casas que hoje conhecemos. Curiosamente,
nasceram no seio da Igreja, que já havia condenado a Astrologia e sua
prática em diversas ocasiões.
Os principais sistemas em uso eram extremamente práticos.
O método de Porphyryo divide a porção da Eclítica compreendida entre o
Ascendente e o Meio-Céu em três partes iguais para obter as Casas XI e XII.
Repete o processo para obter as cúspides das Casas II e III.
O método de Alcabitius é um pouco mais complexo, pois usa o arco diurno
do Ascendente para fazer o mesmo.
Nenhum dos métodos acima foi inventado por aqueles que lhes dão o nome,
uma vez que os respectivos astrólogos já haviam falecido anos antes. Mas
lhes atribuir a autoria era uma forma de dar credibilidade ao método.
Com a invenção do logaritmo e a publicação das tábuas de logaritmos, os
complexos cálculos astrológicos se tornaram bastante facilitados.
Assim, ao final da Idade Média, o monge Campanus de Novara propõe um
método que divide o céu a partir do 1º Vertical. Regiomontanus, padre e
matemático do Papa envolvido na reformulação do calendário, propõe outro
método em que o Equador é dividido, alegando que o de Campanus não
privilegia o Zodíaco. Placidus de Titi, monge beneditino olivetano, apresenta
outro método que trisseciona o tempo do arco diurno do Ascendente até o
Meio-Céu.
Nenhum dos métodos acima era inteiramente novo. O método de Campanus
é citado por Al Biruni e, Ibn Ezra tece comentários sobre os sistemas de
Regiomontanus e Placidus. Este último, por sua vez, atribuiu o seu método a
Ptolomeu.
Qual a importância da escolha do método de dividir o céu? Se a sua vida
astrológica se limitar a interpretar mapas de nascimento, você não precisa
se preocupar com esta breve discussão. As diferenças entre as cúspides das
casas intermediárias não é tão sensível a ponto de interferir na
interpretação, particularmente na região entre os Trópicos. As diferenças já
começam a ocorrer à medida que as latitudes se tornam mais elevadas,
podendo alterar o par de Signos interceptados, caso ocorram.
No entanto, se você se dedica às Predições (especialmente as Direções
Primárias) e à Astrologia Mundial, uma má escolha pode resultar numa má
interpretação e equívocos graves.
As Casas Astrológicas representam como você vê o movimento diário da
Terra em torno de si mesmo e, consequentemente, como os astros se
movem de Leste para Oeste. Em razão do algoritmo empregado para dividir
o céu, cada um dos métodos acima irá gerar um movimento diferente. As
Direções Primárias são extremamente sensíveis a este fato, razão pela qual
se recomenda utilizar somente os Ângulos e os Luminares como
significadores. Porém, nem a Lua e nem os demais planetas precisam
necessariamente estar sobre a Eclítica (possuem declinação), o que acarreta
mais um problema para a nossa discussão.
Sob uma perspectiva puramente astronômica, o método de Campanus é o
que oferece a representação mais realista do céu e de seu movimento. O
método de Regiomontanus, entretanto, favorece os arcos direção
necessários ao cálculo do intervalo de tempo. O método de Placidus é o que
mais privilegia o Zodíaco, mas não representa tão fielmente o céu da
natividade como o faz Campanus. Em razão de suas características,
entretanto, tem resultados satisfatórios quanto ao cálculo do intervalo de
tempo, pois emprega um algoritmo próprio e totalmente diferenciado.
Entre estes três métodos, a diferença pode ser de 3 a 5 anos, para a idade
de 45 anos, considerando-se o mesmo evento, o que é bastante razoável. A
mesma comprovação, aplicada aos métodos modernos de divisão de Casas
(Topocêntrico e Koch), tem diferenças superiores a 15 anos, além de não
permitirem ser representados adequadamente na esfera celeste.
Significado das Casas Astrológicas
O significado das Casas Astrológicas se consolidou apenas no século XVII.
Antes disso, as Casas poderiam significar assuntos diferentes, de acordo
com a época e a região em que a Astrologia era praticada. Ainda assim, na
década de 80, algumas Casas tiveram o seu significado novamente
alterado, demonstrando a falta de compreensão do que as originou.
Para os gregos anteriores à Escola de Alexandria, o casamento era visto na
Casa V e a reputação, na Casa VII. Para os astrólogos romanos, influenciados
pela cultura grega, a Casa VIII era o Portal da Morte, e não a morte
propriamente dita, como muito bem apontou Morin posteriormente.
Uma vez que o Sol é a fonte do significado das Casas, é preciso investigar o
seu movimento diurno para estabelecer as associações corretas. E o Sol se
põe (morre) no horizonte Oeste (Dsc). Al Biruni e Ibn Ezra indicam a morte
através da Casa VII.
A partir da Escola de Alexandria, é bastante provável que o
Joy
dos astros
tenha influenciado o significado das Casas:
Casa I: Mercúrio
Casa III: Lua
Casa V: Vênus
Casa VI: Marte
Casa IX: Sol
Casa XI: Júpiter
Casa XII: Saturno.
Portanto, não faz nenhum sentido atribuir a Casa VI à saúde. Esta Casa
sempre foi atribuída à enfermidade e à doença. A saúde é vista
primariamente através do Ascendente, de seu governante e dos planetas
que ocuparem fisicamente esta Casa.
Outra discussão recente é atribuição da mãe à Casa X e do pai à Casa IV.
Em Astrologia Cristã, de William Lilly, bem como em textos anteriores
(Ptolomeu, Vettiuns Valens, Al Biruni, Mas’halla, Ibn Ezra), estas atribuições
se encontram bastante claras. Mesmo porque, patrimônio, nome da família,
raízes, ancestrais são assuntos de Casa IV, enquanto que matrimônio é
tema da Casa X.
A Astrologia é um saber que já nasceu pronto e dispensa reinvenções e
novas atribuições.

www.abracadabrazen.com.br